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Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

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2014-Into the Woods by Rob Marshall

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Ciclo de Cinema|Óscares 2015

Nominee Best Costume Design/ Best Actress in a Supporting Role - Meryl Streep/ Best Production Design

Best Film Editing

Sinopse:

Num mundo onde acontecem todas as histórias de encantar e onde o tempo e o espaço são irrelevantes, uma terrível bruxa sem coração decide castigar personagens inocentes. Quando um padeiro e a sua jovem mulher descobrem que não conseguem ter filhos devido a uma maldição, resolvem partir para a floresta onde, segundo lhes é dito, se encontram os objectos necessários para reverter o feitiço e começar uma família. Lá, eles vão conhecer outras personagens enfeitiçadas que se debatem com as suas próprias dificuldades. Assim, o que começa como uma fantasia, onde se cruzam as aventuras de Capuchinho Vermelho, Cinderela, João e o Pé de Feijão e Rapunzel, transforma-se num conto original que é também uma reflexão sobre a responsabilidade, o poder do desejo e, acima de qualquer outra coisa, a importância do legado que deixamos aos mais novos. 

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica:

É que Into the Woods é um musical – e um musical de Stephen Sondheim, talvez o último autor de canções do período áureo da Broadway ainda em actividade, e certamente aquele que mais inovou e renovou o género ao longo da sua carreira. As canções não estão integradas na narrativa – elas são a narrativa nesta história que explora e subverte os contos de fadas tradicionais, que desmonta o conceito de “viveram felizes para sempre” e se coloca todinho no abismo que fica entre “sonho” e “realidade”.

O processo de Sondheim e do seu libretista James Lapine é um de tese (o conto de fadas), antítese (o que acontece quando é levado a sério) e síntese (como fazer a ponte entre sonho e realidade). O Príncipe Encantado é uma fachada sem conteúdo, a Gata Borralheira uma indecisa que não sabe para onde se há de virar, o Capuchinho Vermelho uma reguila a descobrir prazeres proibidos, e a própria Bruxa Má só queria ter uma filha para amar. O modo como Sondheim e Lapine articulam referências e desconstruções dentro da forma rígida do musical é de tal modo notável que bastaria tratar o material com respeito para fazer uma adaptação decente. Felizmente, foi isso que aconteceu: Rob Marshall, antigo coreógrafo promovido a realizador tarefeiro sem especial personalidade, filma o musical de modo sóbrio, convencional mas discreto. Não se limita a ilustrar sem alma nem inventa em excesso, e respeita a dimensão teatral, performativa, do material, mantendo-se atento ao que realmente interessa – as canções e os actores, aos quais dá o espaço e o ritmo suficientes para existir.

Jorge Mourinha-www.publico.pt

 

Cinemantário: Excepcional.