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Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

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2007-The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford by Andrew Dominik

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Ciclo de Cinema|Óscares 2008

Nominee Best Actor in a Supporting Role - Casey Affleck\ Best Cinematography 

 
Sinopse:

Um dos mais famosos bandidos americanos, muitas histórias foram escritas sobre o lendário Jesse James (Brad Pitt). Em 1881, Jesse tem 34 anos. Enquanto planeia o seu próximo assalto, o bandido continua a fazer frente aos inimigos que cobiçam não só a recompensa pela sua captura mas também a glória de o terem vencido. Mas a maior ameaça pode estar no seio do seu grupo de aliados. 
Jesse pode não passar de um criminoso para aqueles que roubou e para as famílias dos que assassinou, mas ao mesmo tempo o bandido é também alvo de admiração: uma espécie de "Robin dos Bosques" que assaltava bancos e proprietários dos caminhos-de-ferro que exploravam os pobres agricultores; um soldado injustiçado que se vingava de quem lhe tinha destruído a vida, um espírito livre. Entre os seus admiradores estava Robert Ford (Casey Affleck), um jovem que sonhava com o dia em que cavalgaria ao lado do seu ídolo. 
Quem terá sido realmente Jesse James? E quem foi Robert Ford, este jovem que, com apenas 19 anos, se tornou no cobarde que alvejou Jesse pelas costas, abatendo a lenda que dez estados não tinham conseguido capturar. O que terá acontecido nas horas que antecederam o tiroteio? Será que algum dia se saberá toda a verdade? 

cinecartaz.publico.pt 

 

Crítica:

Já John Ford o mostrara nesse magistral "O Homem que Matou Liberty Valance" que, em 1962, pregara um dos primeiros pregos no suposto caixão do western: "quando a lenda é mais plausível que a verdade, escreva-se a lenda".

"O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford" não é outra coisa que não a prova prática desse adágio, encenando a "verdadeira história" por trás da balada do assassínio do fora-da-lei Jesse James, à queima-roupa e pelas costas, pelo seu acólito Robert Ford. E a "verdadeira história" é muito mais complexa do que a lenda - e, por isso, muito menos atraente, mas muito mais americana. Porque o filme do neo-zelandês Andrew Dominik, por trás da sua fachada de western crepuscular atmosfericamente fotografado (tirese o chapéu a Roger Deakins), é uma espécie de radiografia do sonho americano, da sua necessidade de heróis e de vilões.

Uma desmontagem minuciosa dos mitos que explica como é que nascem os monstros ao mesmo tempo que propõe uma sardónica meditação sobre os efeitos da celebridade, reforçada pela presença de Brad Pitt no papel de Jesse James.

É que o Jesse James de Pitt já não é um pistoleiro, mas sim uma espécie de divo mefistofélico que começou a acreditar na sua própria lenda e exibe os comportamentos típicos e mercuriais do astro que se convenceu que o mundo gira à sua volta. E o filme desenha a trajectória de um fã (voltamos a dizê-lo: Affleck é assombroso) que começa pela idolatria acrítica para lentamente compreender, à medida que penetra para lá da fachada, que o seu ídolo tem pés de barro e é um ser humano tão cheio de falhas como ele.

Jorge Mourinha-www.publico.pt

 

Cinemantário: A pura desconstrução do vilão mítico e lendário, reduzindo-o à sua humanidade. Um filme estranhamente bom, com uma cinematografia excepcional.

 

-Did you ever count the stars?

-I can't ever get the same number. They keep changing on me. I don't even know what a star is exactly.

 

I go on journeys out of my body and look at my red hands and my mean face and I wonder about that man, that's gone so wrong. I've been becoming a problem to myself.