Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

Cinematologia

2006-The Devil wears Prada by David Frankel

Resultado de imagem para The Devil wears Prada movie poster

Ciclo de Cinema| Óscares 2007

Nominee Best  Actress in a Leading Role - Meryl Streep\ Best Costume Design

 

Sinopse:

Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem recém-licenciada que consegue um emprego de sonho pelo qual "um milhão de jovens dariam a vida": ser a assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), a famosíssima editora de moda da revista "Runaway". Mas depressa Andrea percebe que nem tudo é "glamour" e lantejoulas no mundo da moda. A implacável directora faz dela gato-sapato, assistente para todo o serviço, desde encomendar o pequeno-almoço a tratar da roupa suja e passear o cão. Será que estar ao serviço de um "diabo" que veste Prada valerá mesmo a pena? "O Diabo veste Prada" é a adaptação do romance de Lauren Weisberger e foi realizado por David Frankel, realizador de alguns episódios da série "O Sexo e a Cidade". Qualquer semelhança com a directora da "Vogue" (não) é mera coincidência!

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica:

Mas Streep - como Judi Dench que faz questão de estar onde ninguém a espera - defende ardentemente as escolhas que faz. Quando lhe perguntam como pode desperdiçar o seu talento em comédias, ela confessa adorar fazer comédia "mas ninguém me dá hipótese de o fazer". Quando lhe chamam a maior actriz viva, diz "que isso mata qualquer um, como é que conseguimos sequer começar a pensar noutra personagem quando nos dizem que somos a melhor coisa que alguma vez subiu a um palco?". Quando lhe falam da dificuldade de obter papéis para uma actriz mais velha, ela responde que "disseram em tempos que os presidentes dos estúdios não gostam de escolher actrizes principais que lhes lembrem a primeira mulher".

Mas é Meryl Streep quem faz "O Diabo Veste Prada" passar de mero entretenimento descartável à medida de uma noite frente ao DVD a fita que vale a deslocação ao cinema. A sua Miranda é um prodigioso trabalho de actor, tanto mais extraordinária quanto se trata do exacto oposto de uma "performance" visível, evidente: Streep constrói-a de dentro para fora, apostando na postura, no tom de voz, no olhar, na expressão facial - tudo aquilo que é mais difícil para uma câmara registar. É uma interpretação absurdamente notável pelas nuances que explora e revela no que podia ser um papel quase unidimensional, quase superficial (é espantosa a sua cena de roupão no hotel, em que Streep consegue dar uma dimensão humana, trágica a Miranda sem precisar de mudar um milímetro a linguagem facial que lhe construiu) - e que prova como não há maus papéis, há apenas más actrizes. E Meryl Streep é, para muitos, a maior actriz de cinema viva - mesmo que não goste muito desses epítetos.

Jorge Mourinha-www.publico.pt

 

Cinemantário: Todo o filme é pura Meryl Streep. Excepcional interpretação.