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Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

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2006-Blood Diamond by Edward Zwick

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Ciclo de Cinema| Óscares 2007

Nominee Best Sound Mixing\ Best Actor in a Supporting Role - Djimon Hounsou\ Best Actor in a Leading Role - Leonardo DiCaprio\ Best Sound Editing\ Best Film Editing

 

Sinopse:

Um diamante rosa raro pode mudar ou destruir a vida de dois africanos: Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário do Zimbabué, e Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador da tribo mende. Com a Guerra Civil nos anos 90 na Serra Leoa em pano de fundo, Solomon sabe que esse diamante pode não só permitir a libertação da mulher e das filhas, condenadas a viver como refugiadas, mas também salvar o filho de um destino pior: o de criança-soldado. Mas Solomon sabe também que esse diamente pode ditar a sua morte. Archer, que ganha a vida a trocar diamantes por armas, ouve falar no diamante e imediatamente percebe que o seu valor é suficiente para o salvar, afastando-o de África e do círculo de violência e corrupção que o engoliu. É então que aparece Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista americana, cheia de ideais, que vai para a Serra Leoa tentar descobrir a verdade por trás das guerras, os diamantes e aqueles que lucram com toda a situação. Maddy procura Archer como fonte para o seu artigo, mas rapidamente percebe que ele precisa tanto dela como ela dele. Com a ajuda de Maddy, Archer e Solomon iniciam uma perigosa viagem pelo território dos rebeldes. Archer precisa que Solomon descubra e recupere o valioso diamante rosa, mas Solomon anda à procura de algo mais precioso: o seu filho. Realizado por Edward Zwick, a fotografia de "Diamante de Sangue" é assinada pelo português Eduardo Serra.

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica:

"Diamante de Sangue" é um imparável filme de acção que evita habilmente as armadilhas das boas intenções (o que não é a mesma coisa que estar isento de lugares-comuns). Para começar, pela inteligência de um guião onde a acção não é metida a martelo para justificar explosões e onde o drama decorre naturalmente dessas mesmas sequências, e que recusa liminarmente a lógica simplista do preto e branco. Uma das personagens diz, a certa altura, que as pessoas não são boas nem más: são apenas pessoas. Zwick e o argumentista Charles Leavitt levam essa afirmação ao limite: ninguém é inocente neste filme, ninguém está isento de culpas, todos são pauzinhos de uma mesma engrenagem que não pode ser derrotada mas contra a qual se podem sempre tentar pequenas vitórias. 

Uma interpretação irrepreensível de Leonardo di Caprio (valeu-lhe nomeação para o Óscar), cujo sotaque sul-africano de cortar à faca e constante atitude de desafio desenrascado fazem completamente esquecer a carinha laroca que ele ainda tem, fazendo passar na perfeição as fintas constantes que Archer faz à sua própria moralidade, apanágio de um actor que já sabíamos ser capaz de muito e de muito bom mas que, aqui, explica bem o que andou a aprender com Scorsese. "Diamante de Sangue" podia ter sido outro "Babel" mas, felizmente, decidiu-se a ser a excepção à regra de o cinema e a boa consciência raramente se darem bem.

Jorge Mourinha-www.publico.pt

 

Cinemantário: Di Caprio excepcional neste filme.

 

My heart always told me that people are inherently good. My experience suggests otherwise.

A moment of love even in a bad man can give meaning to a life.