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Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

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2006-Babel by Alejandro González Iñárritu

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Ciclo de Cinema| Óscares 2007

Winner Best Music (Original Score)

Nominee Best Actress in a Supporting Role - Adriana Barraza\ Best Picture\ Best Directing\ Best Actress in a Supporting Role - Rinko Kikuchi\ Best Film Editing\ Best Writing (Original Screenplay)

 

Sinopse:

Vencedor do Prémio de Melhor Realizador e o Prémio do Júri Ecuménico no Festival de Cannes e somando já sete nomeações para os Globos de Ouro nas categorias principais, "Babel", o novo filme de Alejandro González Iñárritu ("Amor Cão", "21 Gramas") é a história de um incidente trágico que gera uma cadeia de acontecimentos em quatro famílias, em quatro continentes. Ligados por circunstâncias mas separados por continentes, culturas e línguas, cada personagem descobre que é a família que, em ultima análise, providencia consolo. Nas areias longínquas do deserto Marroquino, um tiro de espingarda detona uma série de acontecimentos que ligam um casal de turistas americanos, dois rapazes marroquinos, uma ama que atravessa ilegalmente a fronteira para o México com duas crianças americanas e o pai de uma adolescente japonesa procurado pela polícia em Tóquio. Em poucos dias, cada um enfrentará a sensação vertiginosa de estar verdadeiramente perdido - perdido no deserto, perdido no mundo, perdido de si próprio.

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica:

O filme de Alejandro González Iñarritu, Babel, é uma alusão a uma história bíblica onde a curiosidade do ser humano gerou a diversidade cultura e linguística o qual hoje presenciamos. Reza a lenda que os homens, com interesse em conhecer o seu Criador, decidiram construir uma alta torre com objectivo de atingir os limites dos céus. Como castigo da insolência dos seus fiéis, Deus fez com que cada um desses homens falasse uma língua diferente. A desordem foi total, incapazes de entender uns aos outros, estes não conseguiram completar o dito edifício e assim Deus pode restaurar as suas forças na paz do infinito céu.

Babel é uma viagem pelos diferentes cantos do Mundo em busca de algo que verdadeiramente nos une, a nossa integridade humana. Porém, esta é abalada pela diversidade cultural, que é transmitida na linguagem, talvez um dos orgulhos de cada cultura. É o embate de línguas que conduzirá Babel aos seus trajectos dramáticos, ao mesmo tempo que realça outro factor tão evidente para cada um, a globalização e os efeitos dessa mesma para a já mencionada diversidade cultural, transladando no individualismo do ser.

Porém, Babel tem uma grande fraqueza. E tal fraqueza não se encontra na razão propriamente dita mas sim na vulgarização desse mesmo registo. Falamos da narrativa mosaico, a encruzilhada de histórias de uma suposta isenção de ligações genéticas, todo esse modelo de storytelling encontra-se datado pelo uso e o abuso da mesma. Iñarritu não criou essa linguagem narrativa, mas a sofisticou com o realismo formal em Amores Perros. Em Babel tal realismo está embutido, mas sujeito a um novo revisionismo. O revisionismo do chamado world cinema.

Hugo Gomes-cinematograficamentefalando.blogs.sapo.pt

 

Cinemantário: Iñarittu é um dos meus grandes realizadores. Dificilmente não fico rendida a um dos seus filmes.