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Cinematologia

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1993-King of the Hill by Steven Soderbergh

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Sinopse: Nos Estados Unidos da América, em 1933, a população da cidade de St. Louis vive acabrunhada devido à Grande Depressão que assola o país. Aaron Kurlander (Jesse Bradford) é um miúdo de 12 anos que vê a sua família desagregar-se aos poucos: a irmã vai viver com um tio, a mãe é internada num sanatório para tuberculosos e o pai parte para outras paragens, em busca de trabalho. Aaron vê-se obrigado a sobreviver sozinho. "O Rei do Bairro" poderia facilmente cair na tentação da lamechice, mas o realizador Steven Soderbergh consegue construir um filme que é muito mais optimista do que melodramático.

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica: King of the Hill é talvez o filme perfeito para contrariar aqueles que argumentam que o trabalho de Soderbergh é muito anti-séptico, cerebral e sem emoção. A afectuosidade e a humanidade que dele emanam, torna-o num dos filmes mais sensíveis.

Filmado com uma paleta de cores inspirada em Edward Hopper de amarelos mostarda e verdes azeitona, exibe a lenta desintegração de uma família. Baseado nas memórias de A.E. Hotchner, King Of The Hill passa-se nos tempos da Grande Depressão, relatando as aventuras em plena pobreza de um menino de 14 anos. 

Soderbergh lamenta ter feito o filme parecer tão pitoresco, acrescentando que actulmente o teria realizado com uma abordagem estética completamente diferente, mais cinzenta e realista.

Como a fantástica saga de John Boorman, Hope And Glory, King Of The Hill acentua a perspectiva infantil das dificuldades,  enfatizando a infinita resistência e adaptabilidade da juventude.

Não é um filme derrotista. Soderbergh conseguiu um delicado e excelente equilíbrio entre os diferentes tópicos da história de Aaron, criando a ilusão de ordem, quando tudo é caótico e disperso.

Tradução livre do inglês de www.avclub.com e www.popmatters.com

 

Cinemantário: Pelas avenidas de Soderbergh, aventuro-me por um dos seus primeiros filmes, onde o cinzentismo da história é transformda numa infância outonal, num delicado equilíbrio entre sonhos e realismo.