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Cinematologia

Repositorium de todos os filmes que vi

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1989-Sex, Lies, and Videotape by Steven Soderbergh

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Sinopse: Sexo, Mentiras e Vídeo foi escrito em oito dias e filmado em apenas cinco semanas. Com um parco orçamento (1,2 milhões de dólares), o filme marcou a estreia de Steven Soderbergh ("Traffic" e "Erin Brockovich") na realização de filmes independentes; não tinha nenhuma cabeça de cartaz (James Spader era um ilustre desconhecido e Andie MacDowell apenas mais uma cara bonita); e não tinha os tão na moda efeitos especiais. Com (a falta de) todos estes ingredientes, o filme parecia votado ao fracasso. Mas aconteceu exactamente o contrário: "Sexo, Mentiras e Vídeo" surpreendeu no Festival de Cinema dos EUA e conquistou a Palma de Ouro em Cannes, bem como o prémio de melhor actor para Spader. E pode-se mesmo arriscar dizendo que este é um filme de culto. Qual o truque? Talvez o tom intimista com que Soderbergh filma e permite que o espectador se torne íntimo das personagens. Talvez a forma fria como o sexo, ou a falta dele, é tratado. O filme começa com Ann (MacDowell) no psiquiatra: o marido John (Peter Gallagher) tem um caso com a sua própria irmã (Cynthia, Laura San Giacomo), mas o que realmente a preocupa é o sistema de remoção de lixo bem como a chegada de um estranho, Graham (Spader). É que, para Ann, o sexo não é assim tão importante. Mas, o misterioso amigo de John vai despertar a sua curiosidade e Ann vai acabar por se envolver nos fetiches daquele estranho.

cinecartaz.publico.pt

 

Crítica: Soderbergh crítica o comportamento escondido principalmente da classe média, onde as mentiras acobertam os comportamentos devassos e imorais do cidadão. A aparente felicidade não existe e o fingimento toma conta de todos sem escrúpulos. Porém, o texto do diretor é tão rico que ele não faz julgamentos e não condena nenhum dos lados, apenas expõem as características de cada um e o maior requinte de Soderbergh é ter escrito o script em apenas duas semanas.

www.cineplayers.com

 

Cinemantário: Um excelente exercício humano sobre um acto tão natural, mas cada vez mais plastificado.